terça-feira, 21 de agosto de 2012
Vencendo a inveja e o ciúme
Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros. Gálatas 5:26.
A inveja e o ciúme são enfermidades que perturbam todas as habilidades do ser. Originaram-se com Satanás no Paraíso. … Os que lhe escutam a voz desmerecerão os outros, e deturparão e falsificarão a fim de se apresentarem bem a si mesmos. Mas coisa alguma que contamine poderá entrar no Céu, e a menos que os que nutrem esse espírito mudem, jamais poderão ali entrar, pois criticariam os anjos. Invejariam a coroa dos outros. Não saberiam em que conversar a menos que salientassem as imperfeições e erros dos demais.
Oh, se essas pessoas mudassem olhando a Jesus! Oh, se elas se tornassem mansas e humildes aprendendo dEle! Então sairiam, não como missionário de Satanás, para causar desunião e alienação, para esmagar e mutilar o caráter, mas como missionários de Cristo, para serem pacificadores e para restaurarem. Deixai entrar o Espírito Santo e expeli essa profana paixão, que não pode sobreviver no Céu. Deixai-a morrer; crucificai-a. Abri o coração aos atributos de Cristo, que era santo, inocente, incontaminado.
A Palavra de Deus exorta: “Amando os irmãos, entranhavelmente misericordiosos e afáveis”. 1 Pedro 3:8. O verdadeiro valor moral não procura fazer lugar para si mesmo pensando e falando mal, depreciando outros. Toda inveja, todo ciúme, toda maledicência, juntamente com toda incredulidade, precisam ser afastados dos filhos de Deus.
A Bíblia está cheia de instruções que nos mandam mostrar… amor e paciência e respeito em nosso trato mútuo. O amor de Jesus na vida nunca leva à malevolência e inveja. A tenra planta do amor semelhante ao de Cristo deve ser cuidadosamente tratada. Ela não cresce a menos que seja cultivada.
O Céu observa o que leva consigo uma atmosfera de paz e amor. Tal pessoa receberá seu galardão. Ela subsistirá no grande dia de Deus.
Ellen G. White, Nossa Alta Vocação, pág. 230.
Blog Sétimo Dia
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Renunciemos às coisas sem valor em nossas vidas
Colaboração Ana Luiza Janisch
- "Por favor, mamãe, posso comprar?"
A mãe percebeu o grande interesse da filhinha. O colar custava R$ 3,50.
- "Se realmente deseja vou pensar em algumas tarefas para você e logo poderá guardar o dinheiro para comprá-lo."
Logo que chegou a casa ela esvaziou o cofrinho de moedas e contou, tinha 47 centavos, Após o jantar ela fez mais do que as tarefas regulares. Também foi ajudar à vizinha, cuidando de limpar a horta e o jardim. Ganhou mais algumas moedas. Sua avó lhe deu 2,00. Mais esforço e economia e conseguiu os 3,50, para comprar o colar. Ela amava suas pérolas. Usava-as em todo lugar - na escola, reunião, no campo, em casa e até para dormir. Ela tinha um pai muito amoroso.
Toda noite antes de dormir ele parava tudo o que estava fazendo e subia as escadas para ler uma história para ela. Certa noite, quando terminou a história, ele perguntou a filha: Você me ama? 'Claro papai. Você sabe que eu te amo.' 'Então me dê suas pérolas.' Ah, papai. Minhas pérolas não. Mas pode ficar com meu ursinho. 'Gosto muito dele.' Tudo bem, querida. Papai ama muito você. Boa noite. Deu-lhe um beijo.
Uma semana depois, ocorreu o mesmo diálogo.
- "Pode ficar com minha bonequinha.. Ela é novinha, ganhei de presente. É bonita. Também pode ficar com o cobertor amarelo dela que combina com seu pijama." - "Tudo bem, durma minha filha. Papai te ama" - Deu-lhe um beijo carinhoso.
Algumas noites depois, quando seu pai chegou, ela estava sentada na cama, com as pernas cruzadas. chegou perto, notou que o queixo tremendo e uma lágrima rolava pelo rosto.
- "Que está acontecendo querida? problemas?"
Ela não disse nada. Só estendeu a mãozinha. E quando ela abriu, lá estava o pequeno colar de pérolas.
- "Aqui papai" - Entregou com lágrimas nos seus olhos aquele colar que a tanto tempo seu amoroso pai vinha pedindo, com uma mão seu pai pegou seu colar de pérolas de plástico e com a outra ele puxou do bolso um estojo de veludo azul com um colar de pérolas genuínas e o deu para sua amada filhinha.
Há uma aplicação muito interessante, veja: Tinha tido o colar todo o tempo, seu amoroso pai estava esperando que sua filha renunciasse aquele barato colar para dar-lhe algo de verdadeiro valor. Assim é também com nosso pai celestial. Está esperando que nós renunciemos às coisas sem valor em nossas vidas para que nos dê tesouros preciosos.
Isto me faz pensar sobre as coisas a que nos apegamos. Se desejamos saber o que Deus tem para nos dar, devemos dar a ele aquilo que ele a muito nos pede. ( Mt. 6:33) E, para refletir em não reter qualquer coisa de Deus, como nosso amor , nosso trabalho voluntário no ministério.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Projeto Fiel como Daniel
Depois de muito trabalho e dedicação, conseguimos terminar nosso "Projeto Fiel como Daniel".
Para o Adolecamping da ACP 2102, fomos desafiados a fazer um vídeo com uma encenação ou mesmo uma música relacionada ao tema "Fiel como Daniel".
Mas não queríamos somente encenação ou música! Queríamos atingir as pessoas com uma mensagem de esperança, mostrar para as pessoas a história de Daniel, Misael, Ananias e Azarias.
A maioria das pessoas até conhecem Daniel e a cova dos leões. Mas nem sabem quem eram seus amigos, o que houve com eles, que foram levados como escravos à Babilônia e foram fiéis até a morte!
Tivemos então a ideia de fazer um programa de televisão com entrevistas de pessoas no Calçadão em Ponta Grossa.
Depois de um gostoso almoço "em família" entrevistamos muitas pessoas. Nesta ocasião entregamos alguns folhetos com a história de Daniel e seus amigos, mas não completa, indicando para que as pessoas lessem a história na Bíblia.
Também resolvemos "entrevistar Daniel e seus amigos", aí sim encenando, dando ênfase na história dos primeiros capítulos do livro de Daniel na Bíblia.
Parabéns Adolescentes IASD Nova Rússia! Vocês fizeram este projeto acontecer!
Foram muitas horas para editar o vídeo, mas o resultado você pode ver no youtube.
No final do vídeo, os créditos a vocês!
segunda-feira, 2 de julho de 2012
O que os olhos não veem...
Conta-se que um cego vivia com uma caixa de sapatos bem velha ao seu lado numa linda praça em
Paris em busca de receber esmolas. Passava o dia inteiro ali e a média de moedas que conseguia
arrecadar era insignificante. Mas ele insistia em ficar por ali, pois não sabia ir para outro lugar e acabou
se condicionando a permanecer ali recebendo míseras moedas. Isso já acontecia há muitos anos.
Certo dia, um grande e famoso publicitário estrangeiro que tinha ido à França participar de um importante
evento de marketing passava por ali e viu aquela cena: um homem cego, sentado com uma velha caixa
vazia e com uma expressão que não conseguia esconder uma vida totalmente desprovida de significado
também. Ele (o publicitário), tomado de compaixão e deixando-se envolver pelo espírito criativo muito
peculiar dos publicitários e homens da propaganda, abriu sua pasta, pegou uma folha em branco e
escreveu com letras bem grandes e vermelhas uma frase, e colocou bem ao lado do velho cego com sua
caixa sem dizer nada a ele...
Ao final daquele dia o velho cego, depois de muitos anos ali naquela praça, não conseguia entender o
que havia realmente ocorrido. Precisou pedir ajuda aos guardas municipais que ali trabalhavam afim de
carregarem não só a caixa de sapatos velha cheia de moedas e agora também notas e mais um velho
blusão de lã que alguém bondosamente adaptou para que fossem depositadas ali as “contribuições”...
Ao chegar a sua velha casa, onde morava sozinho, o velho cego pediu aos policiais que lessem para ele
o que o tal homem havia escrito e que havia revolucionado a arrecadação de esmolas. Um dos policiais,
emocionado, entregou ao velho a folha onde estava escrito:
“É PRIMAVERA EM PARIS... MAS EU NÃO POSSO VER!...”
Quantas vezes deixamos de ser abençoados por Deus em função de insistirmos inutilmente em
permanecer estagnados na “praça da vida” com nossa velha “caixa de sapatos” com as migalhas que as
consequências do pecado nos deixam... Quantas vezes o pecado nos cega a tal ponto que não
conseguimos enxergar a “primavera” que Deus nos oferece a cada dia... Se os olhos da alma não
enxergam o pecado, o coração não irá sentir o que precisa ser sentido de fato.
Pr. Cristian Haese
w w w .prcristianhaese.blogspot.com
Tw itter: @pastor_cristian
quinta-feira, 28 de junho de 2012
PARA O MELHOR AMIGO, O MELHOR PEDAÇO
Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade. Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira-lata branco e preto que atendia pelo nome de Malhado. Serapião não pedia dinheiro. Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou outro alimento qualquer.
Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa. Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras. O mendigo era conhecido como um homem bom que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade. Não tomava bebida alcoólica e estava sempre tranqüilo, mesmo quando não recebia comida alguma. Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que precisava, alguém lhe estendia uma porção de alimentos. Serapião agradecia com reverência e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava.
Tudo que ganhava, dava primeiro para o Malhado, que, paciente, comia e ficava esperando por mais um pouco. Não tinham onde passar as noites. Onde anoiteciam, lá dormiam. Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte do ribeirão. Ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte. Aquela figura era intrigante, pois levava uma vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor.
Certo dia, um homem, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas, foi bater um papo com o velho mendigo. Iniciou a conversa falando do Malhado, perguntou pela idade dele, mas Serapião não sabia. Dizia não ter idéia, pois se encontraram certo dia, quando ambos perambulavam pelas ruas.
Nossa amizade começou com um pedaço de pão. - Disse o mendigo.
Ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço. Ele agradeceu, abanando o rabo, e daí, não me largou mais. Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso.
Como vocês se ajudam? Perguntou. Ele me vigia quando estou dormindo. Ninguém pode chegar perto que ele late e ataca. Quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode.
Continuando a conversa, o homem lhe fez uma nova pergunta: Serapião, você tem algum desejo de vida?
Sim, respondeu ele. Tenho vontade de comer um cachorro-quente, daqueles que têm na lanchonete da esquina.
Só isso? Indagou.
É, no momento, é só isso que eu desejo.
Pois bem, disse-lhe o homem, vou satisfazer agora esse grande desejo. Saiu, comprou um cachorro-quente e o entregou ao velho. Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e, em seguida, tirou a salsicha, deu para o Malhado, e comeu o pão com os temperos.
O homem não entendeu aquele gesto, pois imaginava que a salsicha era o melhor pedaço.
Por que você deu para o Malhado, logo a salsicha? Interrogou, intrigado.
Ele, com a boca cheia, respondeu: Para o melhor amigo, o melhor pedaço. E continuou comendo, alegre e satisfeito.
O homem se despediu de Serapião, passou a mão na cabeça do cão e saiu pensando na lição simples que tinha aprendido naquele dia.
Jesus é nosso melhor amigo, que pedaço da sua vida você tem reservado para Ele?
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Sussurro
Desconhecido
Conta-se que um amigo levou um índio para passear no centro de São Paulo. Seus olhos não conseguiam acreditar na altura dos edifícios e ele mal conseguia acompanhar o ritmo frenético das pessoas indo e vindo. Espantava-se com o barulho ensurdecedor das sirenes, dos automóveis, das pessoas falando em voz alta.
De repente, o índio falou: “Ouço um grilo!”
O amigo espantado retrucou: “Impossível ouvir um inseto tão pequeno nessa confusão!”
O índio insistiu que ouvia o cantar de um grilo. Tomando o seu cicerone pela mão, levou-o até um canteiro de plantas. Afastando as folhas, apontou para o pequeno inseto.
“Como?” Perguntou o amigo, ainda sem crer.
O índio pediu-lhe algumas moedas, e então jogou-as na calçada. Quando elas caíram e se ouviu o tilintar do metal, muita gente se voltou.
“Escutei o grilo porque o meu ouvido está acostumado com este tipo de barulho. As pessoas aqui ouvem o dinheiro caindo no chão porque foram condicionados a reagirem a esse tipo de estímulo.” Depois arrematou: “A gente ouve o que está acostumado ou treinado a ouvir.”
Vivemos em um mundo materialista. A vida nos impõem que sejamos muitas vezes duros. Acabamos nos tornando céticos. A voz de Deus não é ouvida senão por aqueles que tem o ouvido sensível. Muitas vezes a correria da vida e as agitações da nossa alma inquieta não nos permitem perceber o Divino. Treinamos os nossos sentidos para reagir apenas aos impulsos da sobrevivência, mas há realidades que só se percebem com o espírito. Aqueles que aquietam o coração e se deixam tocar pelo Eterno, escutam o sussurro de Deus.
Desejo que todos consigamos, apesar do tumulto que nos cerca, escutar o sussurro de Deus.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Não Julgar, Mas Praticar
“Não julgueis, para que não sejais julgados.” Mat. 7:1.
O esforço de obter a salvação pelas próprias obras leva inevitavelmente os homens a amontoar exigências como uma barreira contra o pecado. Pois, vendo que falham no observar a lei, imaginam regras e regulamentos eles próprios, para se obrigarem a obedecer. Tudo isto desvia a mente, de Deus para si mesmos. Seu amor extingue-se-lhes no coração, e com ele perece o amor para com seus semelhantes. Um sistema de invenção humana, com suas múltiplas exigências, induz seus adeptos a julgar a todos quantos faltem à prescrita norma humana. A atmosfera de crítica egoísta e estreita, sufoca as nobres e generosas emoções, fazendo com que os homens se tornem egocêntricos juízes e mesquinhos espias.
Desta classe eram os fariseus. Saíam dos seus cultos religiosos, não humilhados com o senso da própria fraqueza, não agradecidos pelos grandes privilégios a eles concedidos por Deus. Saíam cheios de orgulho espiritual, e seu tema era: “Eu mesmo, meus sentimentos, meus conhecimentos, meus caminhos.” Suas próprias realizações tornavam-se a norma pela qual julgavam os outros. Revestindo-se das vestes da própria dignidade, arrogavam-se a cadeira de juízes para criticar e condenar.
O povo partilhava, em grande parte, do mesmo espírito, penetrando nos domínios da consciência, e julgando-se uns aos outros em assuntos que diziam respeito à alma e Deus. Foi com referência a esse espírito e prática, que Jesus disse: “Não julgueis, para que não sejais julgados.” Mat. 7:1. Isto é, não vos ponhais como norma. Não façais de vossas opiniões, vossos pontos de vista quanto ao dever, vossas interpretações da Escritura, um critério para outros, condenando-os em vosso coração se não atingem vosso ideal. Não critiqueis a outros, conjeturando os seus motivos, e formando juízos. “Nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas e manifestará os desígnios dos corações.” I Cor. 4:5. Não nos é possível ler o coração. Faltosos nós mesmos, não nos achamos capacitados para assentar-nos como juízes dos outros. Os homens finitos não podem julgar se não pelas aparências. Unicamente Àquele que conhece as ocultas fontes da ação, e que trata terna e compassivamente, pertence decidir o caso de cada alma.
“És inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo.” Rom. 2:1. Portanto aqueles que condenam ou criticam a outros, proclamam-se eles próprios culpados; pois fazem a mesma coisa. Ao condenarem outros, estão sentenciando-se a si mesmos; e Deus declara justa esta sentença. Ele aceita o veredicto deles próprios contra si.
Pés desajeitados, calcando a lama,
Esmagam flores, impiedosamente;
Com mãos cruéis trespassamos
O coração sensível de um amigo.
“Por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão?” Mat. 7:3.
Nem mesmo a sentença “Tu, que julgas, fazes o mesmo” (Rom. 2:1), alcança a magnitude do pecado daquele que presume criticar e condenar a seu irmão. Jesus disse: “Por que reparas tu no argueiro que está no olho de teu irmão e não vês a trave que está no teu olho?” Mat. 7:3.
Suas palavras se aplicam à pessoa que é pronta em discernir um defeito nos outros. Quando pensa que descobriu uma imperfeição no caráter ou na vida, é extremamente zelosa em buscar apontá-la; mas Jesus declara que o próprio traço de caráter desenvolvido pelo fazer esta obra anticristã é, em comparação com a falta criticada, como uma trave em comparação com um argueiro. É a própria falta do espírito de paciência e amor que o leva a fazer um mundo de um simples átomo. Aqueles que nunca experimentaram a contrição de uma completa entrega a Cristo, não manifestam em sua vida a suavizadora influência do amor do Salvador. Representam mal o brando, cortês espírito do evangelho, e ferem almas preciosas, por quem Cristo morreu. Segundo a figura empregada por nosso Salvador, aquele que condescende com o espírito de censura é culpado de um pecado maior do que aquele a quem acusa; pois não somente comete o mesmo pecado, como acrescenta ao mesmo presunção e espírito de crítica.
Cristo é a única verdadeira norma de caráter, e aquele que se põe como padrão para os outros, está-se colocando no lugar de Cristo. E visto haver o Pai dado “ao Filho todo o juízo” (João 5:22), quem quer que presuma julgar os motivos dos outros está outra vez usurpando a prerrogativa do Filho de Deus. Esses supostos juízes e críticos estão-se colocando do lado do Anticristo, “o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus”. II Tess. 2:4.
O pecado que conduz aos mais infelizes resultados, é o espírito frio, crítico, irreconciliável que caracteriza o farisaísmo. Quando a experiência religiosa é destituída de amor, aí não Se encontra Jesus; aí não está a luz de Sua presença. Nenhuma atarefada atividade ou zelo sem Cristo pode suprir a falta. Haverá talvez uma admirável percepção para descobrir os defeitos dos outros mas a todos quantos condescendem com esse espírito, Jesus diz: “Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.” Mat. 7:5. Aquele que é culpado de erro, é o primeiro a suspeitar do erro. Condenando o outro, está ele procurando ocultar ou desculpar o mal do próprio coração. Foi por meio do pecado que os homens adquiriram o conhecimento do mal; tão depressa havia o primeiro par pecado, começaram a se acusar um ao outro e é isto que a natureza humana inevitavelmente fará, quando não se ache controlada pela graça de Cristo.
Quando os homens condescendem com esse espírito acusador, não se satisfazem com apontar o que julgam um defeito em seu irmão. Se falham os meios brandos para levá-lo a fazer o que julgam que deve ser feito, recorrem à força. Até onde estiver ao seu alcance, obrigarão os homens a satisfazer suas idéias do que é direito. Foi isso que os judeus fizeram nos dias de Cristo, e é o que a igreja tem feito desde então, uma vez que haja perdido a graça de Cristo. Achando-se destituída do poder do amor, tem buscado o braço forte do Estado para tornar obrigatórios os seus dogmas e executar-lhe os decretos. Nisto reside o segredo de todas as leis religiosas já decretadas, e o segredo de toda perseguição, desde os dias de Abel até aos nossos dias.
Cristo não tange, mas atrai os homens a Si. Não compele, senão que constrange por amor. Quando a igreja começa a buscar o apoio do poder secular, é evidente achar-se ela destituída do poder de Cristo – o constrangimento do divino amor.
A dificuldade, porém, jaz com os membros da igreja, individualmente, e é aí que se deve operar a cura. Jesus manda que o acusador tire primeiro a trave de seu olho, renuncie a seu espírito de crítica, confesse e abandone o próprio pecado, antes de procurar corrigir a outros. Porque “não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto”. Luc. 6:43. Esse espírito de acusação com que condescendeis é um fruto mau, e mostra que é má a árvore. Inútil vos é edificar-vos sobre a justiça própria. O que necessitais é mudança de coração. Precisais dessa experiência antes de vos achardes habilitados a corrigir os outros pois “do que há em abundância no coração, disso fala a boca”. Mat. 12:34.
Ao sobrevir uma crise na vida de qualquer alma, e tentardes dar conselho ou advertência, vossas palavras só exercerão, no bom sentido, o peso e a influência que vos houverem adquirido vosso exemplo e espírito. Precisais ser bons para que possais fazer o bem. Não vos será possível influenciar os outros a se transformarem enquanto vosso coração não se houver tornado humilde, refinado e brando por meio da graça de Cristo. Quando esta mudança se houver operado em vós, ser-vos-á tão natural viver para beneficiar a outros, como o é para a roseira dar suas perfumosas flores, ou a videira produzir purpurinos cachos.
Se Cristo está em vós, a “esperança da glória” (Col. 1:27), não estareis dispostos a observar os outros, a expor-lhes os erros. Em lugar de procurar acusar e condenar, tereis como objetivo ajudar, beneficiar, salvar. Ao lidar com os que se encontram em erro, atendereis à recomendação: Olha “por ti mesmo, para que não sejas também tentado”. Gál. 6:1. Procurareis lembrar as muitas vezes que tendes errado, e quão difícil vos foi achar o caminho certo uma vez que dele vos havíeis apartado. Não impelireis vosso irmão para mais densas trevas mas, coração cheio de piedade, falar-lhe-eis do perigo em que está.
Aquele que olha muitas vezes para a cruz do Calvário, lembrando-se de que seus pecados para ali levaram o Salvador, nunca buscará calcular a extensão de sua culpa em comparação com a de outros. Não se considerará como juiz para acusar a outros. Não haverá espírito de crítica ou exaltação do próprio eu por parte daqueles que andam à sombra da cruz do Calvário.
Enquanto não vos sentirdes dispostos a sacrificar o amor próprio e mesmo dar a própria vida para salvar um irmão em erro, não tirastes a trave do próprio olho de maneira a estar preparados para ajudar a um irmão. Quando assim fizerdes, podeis aproximar-vos dele, e tocar-lhe o coração. Pessoa alguma já foi conquistada de um caminho errado por meio de censura e acusações; mas muitos têm sido afastados de Cristo, e levados a cerrar o coração contra a convicção da culpa. Um espírito brando, uma suave e cativante atitude, pode salvar o errado, e cobrir uma multidão de pecados. A revelação de Cristo em vosso caráter terá um poder transformador sobre todos com quem entrardes em contato. Seja Cristo diariamente manifestado em vós e Ele revelará por vosso intermédio a energia criadora de Sua palavra – uma delicada, persuasiva e todavia poderosa influência para regenerar outras almas segundo a beleza do Senhor nosso Deus.
Não Julgar, mas Praticar
Extraído do Livro O Maior Discurso de Cristo de Ellen White.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Em tudo dai graças
Em tudo dai graças,
porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.
Já passei por várias situações envolvendo a saúde de meus
filhos.
Minha filha mais velha teve vários problemas respiratórios,
alérgicos, e até mesmo foi indicada para tratamento com um reumatologista, pois
os exames indicavam que ela poderia estar com Lúpus. Porém, hoje ela é
saudável. A alergia está controlada, os problemas respiratórios não mais
existem e o que foi considerado Lúpus, segundo o médico, falso-positivo.
Meu filho mais novo, aos três meses, teve laringite. E a
partir daí, cada vez que o tempo mudava para mais frio, ele era acometido do
mesmo problema de saúde. Na primeira vez passei a noite acordada, o vendo tossir
a famosa “tosse de cachorro”, sem saber como proceder. Ao ser levado ao médico,
fez tratamento, e melhorou. Hoje já não ocorrem crises, e se acontecer, já
conheço, posso tratar desde o início.
Graças a Deus por meus filhos serem saudáveis!
Ocorre que mãe é mãe. Qualquer tossinha, febre, ou algo
diferente com seu filho, já vem aquela preocupação. Fazemos tudo que está ao
nosso alcance por eles.
Se os filhos têm algum problema de saúde, somos capazes de
correr o mundo atrás da cura.
Felizes aquelas que possuem recursos financeiros para poder
tratar o filho doente, que muitas vezes nem é assim tão doente, com o melhor
médico, no melhor hospital. E aquelas que não possuem tais recursos? Às vezes me vêm em pensamento as mães que têm
seus filhos hospitalizados, com problemas de saúde insolúveis, ou mesmo com
poucas chances de solução. A fé aumenta,
ou pior do que tudo, a fé vai toda embora.
Já visitei um hospital que trata crianças com câncer. A
alegria deles, a esperança que reina em meio a eles. Comove!
Nos preocupamos quando os filhos saem e não nos avisam se
estão bem. Se estão se alimentando direito, cuidando da saúde. Acredito que
mães que já são avós, têm a mesma preocupação com os filhos. Filhos crescidos,
trabalho dobrado, minha avozinha já dizia.
Os joelhos de mães cristãs são marcados pelas horas
ajoelhadas orando em favor dos filhos.
Mãe é assim mesmo.
Mãe que chora por saber que o filho está trilhando um
caminho totalmente errado. Mãe com o coração apertado, ou destroçado.
Simplesmente mãe.
Mãe que vê o filho com fome e não pode alimentá-lo.
De qualquer maneira, se você é mãe e pode fazer tudo por seu
filho, dar saúde, educação, alimento, então louve a Deus. Agradeça! Pois há
mães que precisam de apoio para suportar certas provas, e mesmo assim muitas
delas louvam e agradecem a Deus!
Mãe é assim mesmo!
Eliane Barbosa Carneiro
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